Chineses assaltados no Rio eram da comissão antidoping de seu país. #MinhaOlimpíada

Criminosos levaram R$ 40 mil, após abordar asiáticos na Glória.
Grupo deixará o país na sexta-feira.

Grupo de chineses esteve  na 9ª DP nesta quarta (Foto: Nicolás Satriano/G1)
Os chineses assaltados na Glória, Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira (27), faziam parte de comissão antidoping da delegação da China para a Olimpíada 2016 e ficarão no Rio até esta sexta-feira (29). Os criminosos levaram do grupo cerca de R$ 40 mil, além de celulares, cartões e passaportes.

Ainda hoje [nesta quinta-feira (28)] esperamos conseguir as imagens de câmeras que ajudem a identificar o autor do crime", afirmou o delegado Clemente Braune, da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo e encarregado pelas investigações.

Os três chineses foram assaltados na manhã desta quarta-feira na Rua Cândido Mendes. 

Em entrevista ao G1 na quarta-feira (27), uma das vítimas afirmou que o assaltante estava armado. "A nossa sorte é estarmos vivos. Estamos muito assustados com a insegurança aqui. Principalmente agora, num momento de celebração, de festa. Como turistas, viemos passear com a nossa família é isso acontece", lamentou o estrangeiro.

Outros casos

Também nesta quarta, o jornal australiano "Sidney Morning" destacou em sua edição na internet uma tentativa de assalto sofrido pela equipe de reportagem que está no país. A manchete diz: "Alto, bronzeado, jovem e com aparência de bandido - um garoto de Ipanema usou uma bolsa para roubar um cinegrafista do Canal 9".

De acordo com a reportagem, a equipe estava gravando na Praia de Copacabana, quando um travesti tentou roubar equipamentos do cinegrafista. O segurança contratado pelo grupo reagiu e levou uma bolsada na cabeça. Nada foi roubado.

No último sábado (23), o lutador neozelandês, Jayson Lee, relatou que foi sequestrado, quando voltava de uma competição de jiu-jitsu em Resende, no sul do estado. Em depoimento, o atleta reletou que chegou a dar R$ 2 mil para que os policiais militares o libertassem.

Ainda de acordo com o depoimento, os PMs, que o abordaram em uma blitz, alegaram que o neozelandês não poderia dirigir sem o passaporte e precisaria ir até a Polícia Federal para fazer um registro e pagar uma multa ou que poderia pagar diretamente aos PMs a quantia de R$ 2 mil. Em seguida, o atleta foi orientado a seguir duas motos até um posto da polícia, onde teve que entrar em um carro particular até Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e conseguiu sacar R$ 1 mil.

A Polícia Militar disse que a Corregedoria Interna instaurou um inquérito e já no início da investigação foram encontrados indícios de crime militar. Dois policiais do Batalhão de Vias Expressas (BPVE) estão presos, serão submetidos a um processo administrativo disciplinar e podem ser expulsos da corporação.

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