78 - IGREJA PERSEGUIDA EM PLENO SÉCULO XXI




(imagem forte: cristão queimado por pregar o evangelho)

Colômbia: Mais de 130 igrejas foram fechadas desde 2004

Uma pesquisa conduzida por "Portas Abertas" descobriu que por toda Colômbia, igrejas sofrem vários graus de perseguição. Algumas vezes, os templos continuam abertos apesar de os perseguidores tentarem fazer com que os membros fujam.

Nas demais regiões do país, entretanto, perseguição é sinônimo de prédios fechados. As guerrilhas de esquerda e os grupos paramilitares de direita estão por trás do fechamento de 132 igrejas (sem contar igrejas domésticas) na Colômbia desde 2004. Um pequeno número de igrejas foi forçado a fechar por ações de grupos indígenas.

O principal motivo pelos quais os grupos armados forçam as igrejas a fecharem é o fato de não concordarem com as pregações e os ensinos dos pastores e dos líderes. Os guerrilheiros acreditam que os cristãos são contra a doutrina marxista e que os pastores estão tentando estender o “imperialismo estadunidense”. A opinião deles é que os pastores levantam dinheiro para construir templos, mas não se preocupam com projetos sociais que ajudem os pobres. Ao contrário dos pastores e dos líderes cristãos, os guerrilheiros acreditam que a solução de todos os problemas se encontra não em Deus, pois eles não acreditam que Ele exista, mas na revolução armada.

No fim de março, a Portas Abertas falou com um alto comandante da FARC que reiterou que a ordem de fechar as igrejas e banir todas as reuniões evangélicas das áreas controladas por guerrilhas vem do comitê nacional de liderança do grupo rebelde. Os líderes têm poder para sentenciar a morte os pastores que desobedecerem as suas ordens.

Os grupos guerrilheiros têm uma hierarquia dentro da organização. Um simples comandante, entretanto, é responsável por colocar em prática a decisão do comitê, seja de permitir que os pastores dirijam cultos ou mesmo se reúnam na casa dos membros de sua igreja. A ironia é que a maioria dos guerrilheiros possui familiares cristãos ou são, eles mesmos, ex-membros de igrejas.

A Portas Abertas entrevistou um comandante que disse que os rebeldes não se metem com as igrejas que obedecem as regras da guerrilha. É extremamente difícil para os cristãos aceitarem esse acordo.

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Nenhuma reunião em casa ou na igreja poderá acontecer sem a permissão do líder da guerrilha.

- Os cristãos não podem pregar contra a revolução armada ou para os guerrilheiros.

- As igrejas não podem recolher ofertas, a não ser quando a guerrilha exija algum tipo de pagamento. As igrejas não podem convidar pregadores de outras localidades.

Um pastor do sul da Colômbia disse que enquanto a igreja prega a paz, os grupos guerrilheiros convocam jovens a pregar a guerra. “É impossível obedecer aos grupos guerrilheiros porque não podemos ir contra os princípios bíblicos”.
Vale lembrar, que no dia 21 de setembro de 2009, o pastor Manuel Camacho, 33 anos, do Movimento Missionário Mundial morreu após ser baleado seis vezes no rosto.

O crime aconteceu em frente à sua casa, às 10 horas, na vila de Choapal, Departamento de Guaviare. O assassino é membro de um grupo guerrilheiro local.

O pastor recebeu o telefonema de um homem que pediu para se encontrar com ele. Glória, a esposa, estava do lado de fora da casa quando foi abordada por três homens. Eles lhe perguntaram se ela tinha gasolina.

A mulher se virou para entrar na casa e o pastor caminhou na direção dos homens. Então ele foi baleado.

Não se sabe se os dois filhos do casal, que também estavam fora da casa, testemunharam o tiroteio, mas eles ouviram os seis tiros.

Acredita-se que o pastor Manuel foi assassinado por pregar e evangelizar na cidade e seus arredores, levando pessoas a Cristo. Sua igreja cresceu bastante para os padrões rurais: 60 membros batizados e 30 frequentadores novos. Igrejas grandes na têm cerca de 50 membros.

Por que vocês estão chorando?

O pastor já havia sofrido ameaças e estava preocupado com a segurança de seus filhos. Ele estava discutindo a possibilidade de mandá-los para a Casa Abrigo da Visão Ágape (mantida pela Portas Abertas Internacional), e esperava que os filhos pudessem se mudar antes do começo do próximo ano letivo.

Glória foi a primeira a ver o corpo do marido dela. Quando ela viu o rosto do assassino, percebeu que estava branco, e que o homem tremia muito. Ele saiu de lá. Para Glória, o homem percebeu o pecado grande que havia cometido.

Bem cedo naquela manhã, depois de acordar, Glória sabia que seu marido iria morrer. Ela, entretanto, ficou em silêncio. Ela havia tido uma visão de que Manuel fora assassinado e que ela ficou só, com os dois filhos.

Glória disse: "Muitas vezes quando conversávamos, Manuel falava que pregaria até chegar o tempo do Deus. Ele disse à congregação que, se ele um dia morrer, eles teriam de continuar, sem perder o ânimo".

A liderança da igreja sentiu muito a morte de Manuel, pois ele era um exemplo de fidelidade. Nunca houve uma reclamação contra ele.

Tradução: Priscilla Figueiredo

* Este país não se enquadra entre os
50 mais intolerantes ao cristianismo.
Fonte: Portas Abertas

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